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  • Mayla Tauany

5 alterações nas unhas que podem ser um prenúncio de algo que não vai bem na sua saúde

Problemas que vão desde falta de vitaminas até diabetes podem causar alterações na forma, textura, aparência e coloração das unhas


O nosso corpo é interligado e, claro, algumas alterações na nossa saúde mudam esteticamente a nossa pele, o cabelo e a unha. Você já deve ter percebido que quando uniu uma alimentação ruim (com muito sódio e gordura, por exemplo) a bebidas alcóolicas, a sua pele denunciou um certo inchaço. Mas isso não ocorre só na pele; as unhas, que têm a função proteger as pontas dos dedos, também servem como sinalizadores de como anda sua saúde, indicando quando algo não está funcionando corretamente no organismo. “Mudanças na coloração, formato e textura das unhas podem ser sinal de que você não está se alimentando como deveria ou que você está sofrendo de doenças mais sérias. Por isso, é sempre importante ficar atento a essa estrutura queratinosa na ponta dos dedos, que deve permanecer forte, transparente e lisa”, explica a dermatologista Dra. Paola Pomerantzeff, membro da Sociedade Brasileira de Dermatologia.


Abaixo, a médica explica as principais alterações que aparecem em nossas unhas e o que elas podem sinalizar:


Unhas quebradas e com manchas brancas: Geralmente, quebra e manchas brancas são as alterações mais comuns nas unhas e podem ser indícios de alergias provenientes do uso de esmaltes, detergentes e sabonetes. Descartadas essas alergias, o problema pode estar relacionado à carência nutricional, principalmente de elementos como ferro, ácido fólico e vitamina B12 ou ainda alterações da tireóide.


Unhas arroxeadas, largas e curvadas para baixo: De acordo com a especialista, problemas mais sérios também interferem na aparência das unhas, como é o caso das doenças cardíacas ou que afetam de alguma forma a circulação, como asma e bronquite, que tornam as unhas arroxeadas, largas e curvadas para baixo.


Unhas amareladas e grossas: Esse tipo de alteração está ligado a doenças pulmonares e artrite reumatoide. Os problemas tendem a tornar as unhas amareladas, grossas e com dificuldade de crescer, já que as alterações no pulmão dificultam a circulação e afetam o crescimento das unhas.


Unhas com estrias brancas: As estrias brancas nas unhas podem indicar patologias renais, como insuficiência dos rins.


Alterações na estrutura e surgimento de manchas: As unhas também podem sinalizar doenças de pele, como psoríase, quando essas se tornam rugosas, fracas e apresentam depressões puntiformes. Em caso de infecção bacteriana ou fúngica grave, as unhas também sofrem alterações, descolando-se, ficando inchadas e adquirindo uma coloração preto esverdeada. “Formação de manchas sob as unhas também é um sinal de alerta, pois essas alterações, apesar de na maioria das vezes estarem relacionadas a micoses ou traumatismo na região, podem ser indícios de melanoma, o tipo mais grave câncer de pele”, alerta a dermatologista.


Porém, não é necessário entrar em desespero toda vez que você notar mudanças nas unhas, pois algumas alterações são provenientes de pequenos traumas, como roer as unhas, ou pelo uso constante de produtos de limpeza sem a proteção de luvas e podem ser facilmente evitadas através de alguns cuidados básicos, como fazer uso diário de hidratantes e evitar a exposição prolongada e sem proteção a detergentes e produtos químicos. “É importante também que você adote uma alimentação saudável, consuma de 2 a 3 litros de água diariamente e, principalmente, evite retirar completamente as cutículas. Isso por que esse pequeno pedaço de pele que envolve as unhas é responsável por protegê-las, impedindo que a água e outras substâncias nocivas atinjam a matriz da unha e favoreçam o crescimento de fungos e bactérias”, recomenda a médica.


Mas mesmo seguindo esses cuidados, é essencial que você sempre fique atento ao estado de suas unhas. Para realizar essa ação de forma eficiente, o ideal é que você não utilize esmaltes por, no mínimo, 10 dias no mês. “Se nesse período você notar qualquer tipo de alteração nas unhas, o mais importante é que você consulte um dermatologista. Afinal, para que sejam detectadas as doenças, é necessária a avaliação criteriosa de sua saúde por meio de uma série de exames que levarão até o diagnóstico final. A partir daí, o médico poderá indicar o melhor tratamento para cada caso”, finaliza a Dra. Paola Pomerantzeff.


FONTE:


DRA. PAOLA POMERANTZEFF: Dermatologista, membro da Sociedade Brasileira de Dermatologia (SBD) e da Sociedade Brasileira de Cirurgia Dermatológica (SBCD), tem mais de 10 anos de atuação em Dermatologia Clínica. Graduada em Medicina pela Faculdade de Medicina Santo Amaro, a médica é especialista em Dermatologia pela Associação Médica Brasileira e pela Sociedade Brasileira de Dermatologia, e participa periodicamente de Congressos, Jornadas e Simpósios nacionais e internacionais. http://www.drapaola.me/


Colaboração: Maria Paula Amoroso | Holding Comunicações

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